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segunda-feira, 16 de junho de 2014

Machine Head - 1997 - The More Things Change...

Exatamente como soaria um martelo de 10 toneladas.

Após o lançamento do 1º álbum da banda, o "Burn My Eyes" de 1994, o Machine Head tinha que provar para o mundo que eles não eram uma banda "One Hit Wonder" e que poderiam repetir a dose, e até mesmo soarem melhor. E eu, assim como muitos fãs da banda, acredito que eles conseguiram.
The More Things Change, disco de 1997.
A diferença mais notável entre o "Burn My Eyes" e o "The More Things Change..." é o andamento. Enquanto o álbum de 1994 tem sua parcela de músicas pesadas e também tinha um bom número de músicas rápidas e agressivas, no "The More Things Change..." os caras querem usar de suas "marretas de 10 toneladas" e botar pra fuder de todas as maneiras possíveis. Eles fazem isso com riffs lentos e pesados "pa porra". Com este álbum, o Machine Head pôs o groove metal em um novo patamar. Todas as músicas soam bem pesadas, mas sem deixar o aspecto groovado de lado. Mesmo que a voz de Robb Flynn ainda soe bem crua e os gritados soem bem “primitivos”, ele usa um pouco mais de voz limpa do que antes.
O álbum também é o primeiro da banda com seu atual baterista, Dave McClain. Ele, pelo jeito, não sentiu tanto assim o peso de prosseguir o trabalho que antes era feito por Chris Kontos, visto que Dave é um baterista bem melhor. A bateria neste álbum complementa muito bem o peso dos riffs, com levadas mais trabalhadas nos tons e no pedal duplo e as viradas são bem mais intrincadas.
O álbum começa com “Ten Ton Hammer”, uma música cadenciada com bastante “apito” de harmônicos naturais, por parte das guitarras, com grooves bem dosados e refrão bem carregado no peso. A próxima, “Take My Scars”, com guitarras e bateria “martelando tudo”, provavelmente é uma das músicas de groove metal mais pesadas já gravadas. E aí vem “Struck a Nerve”, a mais rápida do disco. Pessoalmente falando, eu não consigo escutar essa música sem aumentar o volume e querer estar em um moshpit. Estas 3 primeiras já são clássicos do Machine Head e são frequentemente tocadas em seus shows.
A próxima é “Down to None”, que começa com um riff de guitarra bem ‘estranho’ que se transforma em um riff arrasa quarteirão, que daí então, puxa pro verso que é impulsionado pela bateria e pelos vocais, daí muda de lento pra rápido várias vezes. O que é bem legal, essa variação. Essa música é seguida por “The Frontlines” e “Spine”, ambas bem groovadas e pesadas também.
Da Esquerda para a direita: Adam Duce [baixo], Robb Flynn [vocal e guitarra], Dave McClain [bateria] e Logan Mader [guitarra].
E eis que o Machine Head volta com uma faixa rápida, “Bay of Pigs”, que tem um contexto bem similar a “Struck a Nerve”. “Bay of Pigs” tem versos bem intensos e daí, dá uma desacelerada pro refrão. A próxima é “Violate”, que é provavelmente a mais lenta e mais emocional do disco, com Flynn usando vocais limpos. “Blistering” traz de volta a energia e a empolgação, com refrãos pesados e tempos quebrados. O álbum termina com “Blood of the Zodiac”, mais uma da categoria “pesada e lenta”.

Porém, na minha opinião, este ainda não é o melhor álbum do Machine Head, é um dos mais diferentes que eles já fizeram. Não que isso seja algo ruim, eles puseram o groove metal em um nível maior, só queria acrescentar que a banda evoluiu bastante do começo até agora.
Saca a lapada aí, a música "Ten Ton Hammer", que você vai entender o que eu tô dizendo.


P.S.: Queria terminar dando um alô pro pessoal da página Machine Head Brasil, no Facebook.

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Machine Head - 1994 - Burn My Eyes

LET FREEDOM RING WITH A SHOTGUN BLAAAAAST!!!


Um excelente começo de carreira de uma das bandas mais fodas do Thrash Metal mundial, MACHINE HEAD!!!
[Okay, os fãs mais xiitas do gênero vão provavelmente dizer que o Machine Head não toca tal gênero, mas foda-se, a banda é foda pra caralho e ponto final].

O álbum de estreia dos caras, “Burn My Eyes”, de todos os álbuns da banda, sempre me chamou mais atenção. Pode não ser o melhor disco deles, mas todo álbum dos caras soa diferente um do outro, e é como o próprio Robb Flynn [vocalista, guitarrista e a “mastermind” da banda] disse uma vez: “Nosso objetivo é nunca fazer o mesmo disco duas vezes”, eu diria que a melhor forma de descrever o disco é: Uma torrente de grooves e riffs bastante agressivos.

As músicas são todas memoráveis, e valem a pena serem ouvidas. Você não vai se ver entediado ao ouvi-lo. Quase todas as faixas são diferenciadas estruturalmente, acompanham mudanças de tempo e têm ótimas músicas.

Machine Head - 1994 - Burn My Eyes

Os riffs apresentados nesse disco são monstruosos, assim que o riff de “Davidian” [faixa de abertura] começa com aqueles harmônicos bem fodas de se ouvir, e o que falar do timbre das guitarras de Robb Flynn e Logan Mader, hein? Assim como tudo nesse disco, as guitarras são cheias de um groove implacável. Considerando o fato de Robb ter vindo do Vio-lence, que são conhecidos por fazerem aquele Thrash rápido e insano pra caralho, à primeira vista é meio estranho, pois não lembra o Vio-lence em praticamente nada, pois não é algo calcado em velocidade, exceto algumas partes. Mesmo que “Blood for Blood” tenha uma pegada bem thrash e seja uma das melhores do disco, existem só umas 3 faixas que têm essa pegada Thrash “oitentista”. O trabalho de “guitarras solo” aqui não se apresenta tanto, visto que a proposta do álbum é mais focada em riffs intensos do que solos, o que não é nenhum problema. E também encontramos umas coisas de guitarra limpa bem legais e lindas aqui. A introdução de “A Nation on Fire” não me deixa mentir, é um exemplo mais do que incrível. Quanto ao trabalho das guitarras, não há nada a se reclamar, muito bem executadas.

Se você é como eu e conheceu o Machine Head com álbuns que vieram depois, vai perceber que os vocais estão muito “na cara”. O que é muito massa, Robb soa mais cru e com um aspecto “foda-se”. É notável que essa foi sua primeira tentativa de tentar fazer uma linha vocal além dos gritos do thrash. As partes limpas de “A Nation on Fire” e “I'm Your God Now” soam muito boas e é isso aí. O timbre do baixo aqui é o melhor já apresentado em todos os álbuns do Machine Head, soando bastante robusto, basta ouvir a introdução de “Old” pra ficar babando, rsrsrsrsrsrs. O trabalho do baixo é simplesmente o melhor que Adam Duce já fez, neste álbum e no “The More Things Change...”, são os álbuns que ele pôs mais esforço, na minha opinião.
O trabalho de bateria é tão insano quanto o resto, não posso dizer que é um dos melhores do Machine Head porque não há como negar que as coisas ficaram mais técnicas e trabalhadas com Dave McClain, mesmo assim, Chris Kontos botou pra fuder, muito habilidoso.
Pessoalmente falando, o que faz este álbum ser o que é, são os riffs, o ritmo das músicas e as letras. Os temas das letras abrangem desde raiva, depressão, anti-governo e anti-religião. As letras são bem da hora, casaram certinho com as guitarras e soam como um verdadeiro “foda-se o mundo”.

Eis uma tradução de um trecho de “The Rage to Overcome”:

“Um ódio queima dentro de mim, pesadas emoções.
Mas eu tenho a vontade de focalizar isto, sobreviver, inventar, comandar.
Da dor vem uma coragem, a força da injustiça.
A raiva pra superar tudo. Uma mente aberta com um punho fechado.”


Acho que as letras deste álbum ajudarão qualquer um que esteja irritado, e algumas das faixas, incluindo esta [The Rage to Overcome] podem ser de grande ajuda em tempos de depressão. Não há muito mais que dizer sobre este disco, é claro que é o mais importante da história da banda, afinal é o primeiro. Pode não ser o que os deu mais fama como o “The Blackening”, mas não há como negar que é um disco muito foda. Recomendo àqueles que curtem Metal, independente de gêneros, rótulos ou qualquer coisa deste tipo.

E nada melhor do que terminar esse post com a faixa "The Rage to Overcome", não é mesmo?


Download do disco AQUI.