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terça-feira, 6 de maio de 2014

Hypocrisy - A taste of Extreme Divinity

Qualidade sem igual! E tenho dito!

Falar de Hypocrisy é falar de muita qualidade. E logicamente que "A Taste Of Extreme Divinity", até aqui o último full-length dos suecos não foge à regra e novamente evidencia o porquê da banda ser tão querida e competente.

Pois antes de falar um pouco sobre a música em si, é bom comentar do lindo encarte do material, desde a concepção da capa à estética das páginas. Isso só reforça que os caras não dão ponto sem nó e também se preocupam bastante com a imagem do grupo.
E tome Death Metal cheio de melodias no crânio, começando pela porradona “Valley of the Damned”, simplesmente fantástica. Não menos intensa, a faixa seguinte – “Hang Him High” - tem um dos mais pegajosos refrões do estilo nos últimos tempos. É para se esgoelar até os pulmões saírem pela boca.

A levada cadenciada de “Solar Empire” tem uma pegada quase Black Metal, obra do desumano Horgh, também baterista da Immortal. Depois, sai de baixo que os blast beats iniciais atropelam tudo em “Weed out the Weak”. Que som fascinante, talvez o melhor do CD!

Na sequência, os riffs melancólicos marcam “No Tomorrow”, outra com belos arranjos e melodias. E “Taste The Extreme Divine” mantém esse mesmo clima, com destaque para os versáteis vocais da lenda chamada Peter Tägtgren. Incrível como ele tem domínio absoluto de sua voz.

Numa pegada absurdamente extrema e pesadíssima, surge o furacão que dá nome ao álbum. Simplesmente impressionante o nível de brutalidade da canção, uma das mais agressivas de toda a carreira da Hypocrisy! Na boa, essa vale a pena ouvir repetidas vezes. É tão furiosa que, sinceramente, destoa de todo o resto do material. Horgh está em sua melhor fase!

Dá para retomar o fôlego (não muito) em “Alive” e sua batida marcante, por vezes quebrada. Aliás, é uma composição que alterna de forma mais “na cara” riffs mais pesados com melódicos. Claro que o resultado ficou primoroso.

“The Quest” apresenta um andamento arrastado, com guitarras tristes e agonizantes. Sem dúvidas é uma música depressiva, mas maravilhosa. A décima canção – “Tamed (Filled with Fear)” - é mais trabalhada e intensa, novamente marcada por grandes riffs do líder da banda.

A penúltima canção traz uma linha mais tradicional da Hypocrisy, não muito veloz e com ótima estrutura, bastante agradável. Mais ou menos do meio para frente, há uma batida muito pesada, daquelas em que guitarra, baixo e bumbos sincronizados fazem um estrago e tanto nas caixas de som.

Terminando a obra-prima, vem “Sky's Falling Down”, cujas guitarras (sempre elas) lembram demais trabalhos da Morbid Angel. Outra faixa que está entre as mais bonitas do álbum.

Integrantes:

Peter Tägtgren - Vocal & Guitarra
Tomas Elofsson - Guitarra
Mikael Hedlund - Baixo
Reidar Horghagen [Horgh]- Bateria

Hypocrisy - Hell Over Sofia - 20 Years of Chaos and Confusion [Audio-Rip]

20 anos de excelência e trabalho muito bem feito.


O Hypocrisy é uma dessas bandas que já têm o macete de como fazer discos de sucesso e técnica bem afiada, e são considerados como uma das bandas mais poderosas do death metal, não só por seu talento em composições, conceitos originais e técnica musical impecável, mas também por suas apresentações incríveis ao vivo, o que é parte fundamental em qualquer banda e um fator maior para sua popularidade.

Este cd ao vivo é de longe um dos melhores que já vi na cena metal sueca, e aqui estão os motivos:

A banda preza para que a qualidade do som seja quase idêntica à do cd, "e em muitos casos até melhor", o que é algo digno de respeito. Depois de 20 anos, quem pensaria que o som de Peter Tägtgren seria tão bom?
Incrivelmente, o cara mantém o mesmo nível vocal em muito boa forma pra soar "como nos velhos tempos". É impressionante... a energia, a maneira que o público responde aos seus berros ensandecidos e guturais que fazem o palco tremer, acompanhado dos backing vocals de Mikael Hedlund pra dar uma profundidade maior e mais gosto à verdadeira música destes gigantes.

Hypocrisy - Hell Over Sofia


As guitarras, é claro, estão em ótima afinação e soam perfeitas, justamente como escutar um cd. As guitarras base soam um pouco baixas, mas nem aparentam tanto. O guitarrista contratado, Tomas Elofsson, faz um trabalho muito bom, tem uma boa presença de palco e é um músico bastante habilidoso que se mostrou perfeito para o cargo.

A bateria, tocada por Horgh, também é precisa e perfeita, e a pegada dele se destaca muito no show, com bastante determinação e profissionalismo.

Um outro elemento bem importante neste ao vivo é a seleção das músicas. O álbum começa com "Valley of the Damned", seguido por outra faixa do álbum "A Taste of Extreme Divinity". "Hang Him High" é um soco na cara bem dado pra preparar seus ouvidos para o que está por vir.

Outra música selecionada de álbuns mais antigos é "Fractured Millennium", do cd "Hypocrisy", de 1999. Outras músicas consideradas clássicas são "Fire in the Sky", "Eraser" e "Adjusting The Sun". E claro, uma outra boa adição que veio na hora certa, a notória "Apocalypse".

Este ao vivo é uma celebração perfeita do começo de uma terceira década para um dos titãs da cena metal, uma oportunidade maravilhosa para demonstrar que a paixão de tocar não morre, prontos para derrubar qualquer dúvida e serem mais uma banda que todo fã de death metal deve ouvir. É uma evidência monumental de que eles estão no topo da cadeia. Este cd pode fazê-lo acreditar que o death metal melódico é ainda muito forte, selvagem e majestoso. Este é o verdadeiro poder do Hypocrisy.


Você pode fazer o download dessa obra-prima AQUI.